vem, que é sua!

a plataforma funkcarioqueer é inaugurada pela URGÊNCIA, não de cumprir com uma quota disciplinária de discussão acadêmica, mas de produzir (performativamente) o mundo como o queremos viver.

funkcarioqueer chega com vontade de democratizar o acesso às reflexões queer, de tornar os con.textos acessíveis atualizando expressões de acordo com o nosso contexto, para implicar o imaginário e a experiência no ato imediato da leitura, trans.luciferando as falas, os conceitos, os termos, as vivências.

queremos possibilitar que, em um país tão classista como o brasil, aquelas pessoas que não contam com a ferramenta da “língua estrangeira” se sintam “empoderadas” para construir e/ou se sentir parte dessas coletividades queer que vão além das fronteiras dos estados nacionais (outra ficção imposta…), sem deixar de levar em consideração todo o valioso repertório brasileiro comum que levamos no corpo. porque queer é o funk carioca…

queremos possibilitar que aquelas discussões de gênero que congregam o que é estranho, incomum, engraçado, curioso, esquisito, bizarro, não natural, não convencional, não ortodoxo, inesperado, estranho, anormal, anômalo, atípico, fora do comum, incongruente, irregular, confuso, desconcertante, duvidoso, inexplicável, informal, assustador, enfim, queer, tenham aqui um espaço virtual/real. acreditamos que exatamente por todo o seu potencial disruptivo, estes “modos de vida”, sua visibilidade e as discussões críticas que envolvem são altamente marginalizadas no nosso território. uma das formas de marginalizar é transformar o queer simplesmente em uma etiqueta ou “mais uma linha teórica” em instituições de poder, o que realmente convém num território com profundas cicatrizes coloniais como o nosso.

envolver-se com a questão queer significa romper hierarquias, disciplinas, atitudes conservadoras, eliminar copyright, dar a mão a todas as pedagogias radicais e emancipatórias, e a outros movimentos afins. significa também considerar o próprio corpo uma ferramenta de afetos e afetação, como propulsor de transformações, e não como indivíduo.

se essa revolução múltipla tem que acontecer, não vai ser através da utilização de ferramentas arcaicas deste sistema conservador, retrógrado e acomodado que defende a individualidade na massa normalizada (ao invés da singularidade), a autoria, a originalidade, o copyright, os gêneros estanques, as hierarquias raciais, a segregação do espaço urbano, entre tantos outras violências estruturais.

queremos muito que funkcarioqueer se multiplique em milhões de outras iniciativas para combater a normalidade. porque nada é natural! porque temos que bombardear esses esquemas perceptivos que neutralizam o questionamento e a crítica. usar todas as ferramentas possíveis para quebrar com tudo aquilo que torna “aceitável”, “compreensível”, “justificável” situações absurdas de desrespeito, violações dos direitos humanos e de princípios de auto-determinação, violências físicas e discursivas.

acreditamos que a contra-tradução transversal de textos, energias, fluidos, etc., é uma das maiores potências de intervenção que temos. 

por isso, de tempos em tempos estaremos publicando mais textos, de todos os tipos.

estamos com as energias postas (também) nisso!

então, desfrutem da leitura ou re-leitura.

múltiplos e multiplicados abraços e beijas,

fer + iara inacio + adrian/a + liberta m.

ps: se vc quiser contribuir com o blog, entre em contato com a gente!
<funkcarioqueer@gmail.com>

obs.::..:: .. ::.:: .. ::..::.

– os textos a serem publicados devem ser “curtos e grossos”, potentes, ágeis, bombásticos, etc.

– não serão traduzidos capítulos de livros, a não ser que sejam compilações de textos

– autor*s (que ainda gozam…) são comunicados sobre a tradução e recebem uma cópia da versão final do texto .docx para continuar disseminando suas propostas por aí

Um pensamento sobre “vem, que é sua!

  1. gabrielbritonunes disse:

    dale! deu vontade de enviar algo pra vcs. super! parabéns!

O que vc pensa a respeito?

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